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Ver o número 1111

O 1111 é o mais famoso dos números repetidos, mas o 11 que ele carrega já foi visto como ruim: em 1890 era o “número dos pecados”, e um dos registros mais antigos dele como “número mestre” é de 1926, nos Estados Unidos.

O que pode significar

A fama do 1111 é mais nova do que parece. Em 1890, Westcott escrevia que o 11 tinha má reputação entre todos os povos e era chamado de “número dos pecados”. Cheiro, décadas depois, ainda o achava ameaçador para os ocultistas. Na numerologia americana, a imagem virou: em 1926, Ariel Yvon Taylor chamou o 11 e o 22 de números mestres, num dos registros mais antigos do termo, e ligou o 11 a um recomeço num ciclo mais alto. Saber disso tira um peso, porque deixa ver que o sentido de um número mudou junto com quem o lia. Diante do 1111, a pergunta mais útil talvez seja que sentido você quer dar a ele agora, e por quê.

Depende de como você viu

Diante de uma decisão grande

Se o 1111 apareceu enquanto você pesa uma escolha, a ideia de Taylor, um recomeço num ciclo mais alto, funciona melhor como pergunta do que como resposta: essa decisão leva você para frente ou só para o lado?

No dia 11 de novembro

Escrito em números, o dia 11 de novembro junta quatro uns. Em 1918, foi às 11 horas desse dia que entrou em vigor o armistício que encerrou os combates da Primeira Guerra Mundial. A data guarda, assim, a ideia de uma pausa depois do conflito.

Por que acontece na natureza

O nome popular para o fenômeno de ver em toda parte algo que você acabou de notar é Baader-Meinhof. Segundo o linguista Ben Zimmer (2019), o termo surgiu em 1994, na carta de um leitor ao jornal Pioneer Press, de Saint Paul, nos Estados Unidos, e hoje está no dicionário Oxford. Depois que o 1111 vira assunto nas redes, a atenção passa a destacá-lo de todos os outros números.

O que dizem as crenças populares

Ocultismo (segundo Westcott)

Westcott (1890) escreve que o 11 parecia ter má reputação entre todos os povos e que era chamado de “número dos pecados” e de “penitente”.

Fonte: W. Wynn Westcott, Numbers: Their Occult Power and Mystic Virtue (1890), p. 45. Ver a página

Numerologia (EUA)

Em 1926, o americano Ariel Yvon Taylor chamou o 11 e o 22 de “números mestres” e associou o 11 a um novo começo num ciclo mais alto, com qualidades de inspiração.

Fonte: Ariel Yvon Taylor, Numerology Made Plain (1926), p. 22. Ver a página

Para refletir

Que sentido você gostaria de dar ao 1111, sabendo que nem sempre ele foi visto como bom?