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Sentir cheiro de café

Sentir cheiro de café do nada geralmente tem fonte simples: a cozinha do vizinho, uma padaria, uma torrefação, a borra no lixo. O aroma tem centenas de substâncias e viaja longe da xícara.

Esta página descreve apenas crenças populares. Se a sensação se repetir ou preocupar, procure um médico.

O que pode significar

Muita gente que não toma café adora o cheiro dele. E quem toma sabe que poucas xícaras estão à altura do aroma que encheu a cozinha enquanto a água passava pelo pó. O cheiro chega antes, cheio de notas doces e tostadas; o gole vem depois, com o amargor que o nariz não tinha previsto. Essa distância entre promessa e entrega acontece com viagens, feriados, encontros esperados por semanas. Às vezes a melhor parte é mesmo a véspera. Isso não tira o valor do que vem depois; só convida a aproveitar a expectativa pelo que ela é, sem cobrar dela a garantia do resto. Um cheiro de café sem xícara à vista pode ser só isso: o prazer da véspera, sem gole nenhum.

Depende de como você viu

Vindo da janela, de manhã cedo

Em prédios e ruas com casas próximas, o café passado de manhã numa cozinha chega facilmente às outras. O vapor quente sobe e leva o aroma pelas janelas e pela área de serviço.

Perto de uma torrefação

Torrefações espalham cheiro de café por quarteirões, sobretudo nas horas de torra. Quem mora perto se acostuma e quase não percebe; quem passa de carro sente na hora.

No lixo ou na pia

A borra usada continua soltando cheiro por horas, mais forte quando esquenta ou fermenta no lixo. O pó guardado num pote mal fechado também perfuma o armário inteiro.

Por que acontece na natureza

O aroma do café vem de centenas de compostos voláteis formados na torra. Muitos são percebidos pelo nariz como notas doces e tostadas, enquanto o gosto na língua inclui o amargor. Esses compostos viajam com o vapor e o ar e grudam em superfícies, por isso o cheiro chega longe da xícara.

Para refletir

Que coisa você aproveita mais na espera do que no momento em si?