Sentir que já viveu aquele momento (déjà vu)
Sentir que já viveu aquele momento é o déjà vu, “já visto” em francês. Segundo pesquisas, ele surge quando uma cena nova se parece, na disposição das coisas, com outra que você viu e esqueceu.
Esta página descreve apenas crenças populares. Se a sensação se repetir ou preocupar, procure um médico.
O que pode significar
O déjà vu chega sem aviso: você entra numa sala, ouve uma frase, vira uma esquina, e tudo parece já ter acontecido, nos mínimos detalhes. Dura segundos e deixa uma estranheza boa ou incômoda. Experimentos da psicóloga Anne Cleary, nos Estados Unidos, levaram voluntários a passear por cenários virtuais e verificaram que a impressão aparecia mais quando um lugar novo tinha a mesma disposição de objetos de outro já visitado e esquecido. A memória reconhece o desenho antes de saber de onde ele vem. O déjà vu deixa ver quanta coisa a gente guarda sem saber que guardou: lugares, ritmos, jeitos de falar que voltam a soar familiares numa situação completamente nova.
Depende de como você viu
Num lugar desconhecido
É a versão mais frequente e a mais estranha. Uma cozinha, um corredor de hotel ou uma praça podem ter a mesma organização de um espaço conhecido, com a porta, a janela e a mesa nos mesmos pontos. A semelhança fica abaixo da consciência; a familiaridade, não.
Durante uma conversa
Às vezes a impressão vem com uma frase, um tom de voz ou uma sequência de falas. Muitas conversas seguem roteiros parecidos, e a memória pode reconhecer o ritmo de outra conversa sem resgatar o conteúdo.
Com a impressão de prever o próximo instante
É comum ter, no déjà vu, a certeza de saber o que vai acontecer em seguida. Nos estudos de Cleary, essa impressão de previsão apareceu com frequência, mas os participantes não acertavam o que vinha a seguir mais do que por acaso.
Por que acontece na natureza
O déjà vu é uma impressão breve de familiaridade diante de algo que se sabe ser novo. É relatado por boa parte das pessoas em algum momento. As pesquisas o associam a mecanismos comuns da memória, como reconhecer um padrão sem recuperar de onde ele veio.
O que dizem as crenças populares
Los Angeles (EUA)
Num relato recolhido em Los Angeles em 2012 pelo Arquivo Digital de Folclore da USC, uma jovem contou ter vivido acordada, seis meses depois, uma cena que havia sonhado e contado a uma amiga, e por isso acredita que é possível enxergar o futuro em sonho.
Fonte: Kevin Comartin (USC Digital Folklore Archive), Dream Premonitions or Deja Vu? (2012), folklore.usc.edu. Ver a página
Para refletir
Quando algo novo pareceu conhecido demais, o que ele tinha em comum com o que você já viveu?