Chave quebrando na fechadura
Chave quebrando na fechadura encerra um desgaste longo: cópia malfeita, metal cansado de tanto uso, fechadura dura que pedia força. O pedaço preso muitas vezes sai com uma pinça fina, sem empurrar.
O que pode significar
Ninguém espera ficar com metade de uma chave na mão. Muitas vezes, a que quebra é uma cópia feita a partir de outra cópia. Cada nova cópia perde um pouco da precisão do original, e a diferença, mínima de uma vez para outra, se soma até a chave entrar justa demais e pedir força a cada giro. Recados, receitas e instruções repassados muitas vezes sofrem do mesmo desgaste: ninguém erra muito, mas o resultado já não encaixa. Guardar a original e voltar a ela de vez em quando ajuda a evitar a quebra. Chaves sempre carregaram sentidos que vão além da porta; na Alemanha, anotaram Daniels e Stevans, miniaturas delas eram usadas como amuleto de sorte.
Depende de como você viu
Metade presa no miolo
Se a ponta quebrada ficou visível, uma pinça fina ou um alicate de bico podem puxá-la, sem empurrar para dentro. Um pouco de lubrificante em spray ou de grafite ajuda a soltar.
Quebrou ao trancar, já na rua
Sem cópia em casa, o chaveiro é o caminho mais seguro. Tentar arrombar estraga a fechadura e sai mais caro.
Uma cópia nova que quebrou
Cópias feitas em máquinas desreguladas ou em metal fraco quebram mais, às vezes nas primeiras semanas de uso. Levar ao chaveiro a cópia e a original juntas permite comparar o corte e refazer a peça.
A chave do carro
Chaves de carro com controle têm a lâmina mais fina e são caras de repor. Concessionárias e chaveiros especializados conseguem extrair o pedaço e fazer outra.
Por que acontece na natureza
Metais sofrem fadiga: dobrados e torcidos milhares de vezes, criam microfissuras que crescem até a peça se partir. Fechaduras sujas, sem lubrificação ou com a porta desalinhada exigem mais força no giro e aceleram esse desgaste. Cópias imprecisas também forçam a chave a cada uso.
O que dizem as crenças populares
Alemanha
Na Alemanha, segundo Daniels e Stevans, usavam-se chaves em miniatura como amuleto de boa sorte.
Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. I (1903), vol. I, p. 464 (file v 1). Ver a página
Para refletir
Que informação você anda usando de segunda ou terceira mão, quando dava para ir à fonte?