Guia que arrebenta
Uma guia que arrebenta, o colar de contas usado na umbanda e no candomblé, em geral cede pelo desgaste do fio, pelo suor e pelo peso das contas. Para quem tem fé, o momento pede também respeito com o que sobrou.
O que pode significar
Objetos de fé raramente terminam como objetos comuns. Quando uma guia se rompe, as contas rolam em todas as direções, e quem a usava sente vontade de recolher cada uma, até as que foram parar debaixo do sofá. Esse cuidado diz muito. A forma como nos despedimos de uma coisa importante mostra o lugar que ela teve na nossa vida. Guardar numa caixa ou levar a quem ensinou você a usá-la são escolhas que contam histórias diferentes. Antes de decidir o que fazer com as contas, vale parar um instante e reconhecer o que aquele fio acompanhou, e quem estava junto quando ele foi posto no pescoço pela primeira vez.
Depende de como você viu
Arrebentou no pescoço, no meio do dia
O ponto que mais se gasta fica perto do fecho ou do nó, onde o fio dobra e roça nas contas. Um puxão leve, num gesto qualquer, basta para soltar tudo de uma vez.
As contas rolaram pela casa
Um pano úmido ou uma fita adesiva larga ajudam a recolher as contas pequenas do chão. Se há crianças pequenas ou animais em casa, vale procurar com calma, porque contas soltas são fáceis de engolir.
Uma guia antiga, de anos de uso
Sol, suor, água do banho e o atrito diário enfraquecem qualquer fio, mesmo o mais resistente. Guias usadas por muitos anos arrebentam com mais facilidade, sem que nada de diferente tenha acontecido naquele dia.
Por que acontece na natureza
Guias são feitas de contas de vidro, louça, sementes ou plástico enfiadas em fio de náilon, algodão ou linha encerada. Com o tempo, o atrito das contas, o suor, o sol e o peso do colar desgastam o fio, sobretudo perto do fecho ou do nó, onde ele quase sempre se rompe.
Para refletir
Como você costuma se despedir de um objeto que teve importância na sua vida?