Encontrar terço na rua
Encontrar um terço na rua, uma medalha ou uma imagem de santo desperta duas perguntas: qual o sentido do achado e como agir diante dele. O mais provável é que alguém o tenha perdido sem perceber, e há jeitos respeitosos de lidar com ele.
O que pode significar
Objetos de fé perdidos têm um peso diferente das chaves ou das moedas. Um terço no banco da praça pode ter acompanhado alguém por décadas, numa doença, num luto, numa promessa. Quem encontra segura, sem saber, um pedaço da vida interior de um desconhecido. Vale refletir sobre o cuidado que damos ao que é sagrado para os outros, mesmo quando não é para nós.
Depende de como você viu
Um terço caído no banco ou na calçada
Terços escapam de bolsos, bolsas e mãos durante caminhadas, procissões e viagens de ônibus. Pendurá-lo num lugar visível perto de onde estava, ou deixá-lo na igreja mais próxima, aumenta a chance de o dono reencontrá-lo.
Encontrar imagem de santo
Uma imagem inteira deixada ao pé de uma árvore ou num muro às vezes foi colocada ali de propósito por alguém que não quis jogá-la no lixo. Se for assim, deixá-la onde está também é uma forma de respeito. Se parecer perdida, a paróquia do bairro pode ajudar.
Achar medalha de São Bento
A medalha com a cruz e as letras em volta é usada por muitos católicos como proteção, em correntes, chaveiros e portas. Uma medalha achada sozinha provavelmente caiu de uma corrente que arrebentou. Quem quiser ficar com ela pode guardá-la num lugar de honra.
Achar um crucifixo
Crucifixos pequenos caem de terços e colares quando o elo se abre. Se você encontrou um perto de um terço partido, os dois provavelmente eram uma peça só, e juntos podem voltar ao dono.
Por que acontece na natureza
Terços, medalhas e crucifixos são presos a correntes e fios com elos pequenos, que se abrem com o uso e com puxões leves. Como costumam ser levados no bolso, na bolsa ou no retrovisor do carro, eles caem com frequência em calçadas, ônibus e estacionamentos, quase sempre sem que o dono perceba na hora.
O que dizem as crenças populares
Portugal
Teófilo Braga incluía entre os principais talismãs do povo português os bentinhos usados ao pescoço, a figa, a meia-lua e os chifres contra o mau-olhado.
Fonte: Teófilo Braga, O povo portuguez nos seus costumes, crenças e tradições, vol. II (1885), p. 41. Ver a página
Para refletir
O que você faria com um objeto claramente precioso para alguém que você nunca vai conhecer?