Everyday Omens

Coceira no pé

Coceira no pé, na Boêmia, prometia muito baile pela frente. A crença tem graça porque mexe com uma vontade antiga: a de sair do lugar, nem que seja para a pista de dança.

Esta página descreve apenas crenças populares. Se a sensação se repetir ou preocupar, procure um médico.

O que pode significar

O pé coça e a imaginação viaja antes do corpo. Na velha Boêmia, era baile à vista: a pessoa ia dançar bastante. A crença aponta para fora de casa, para o movimento, para um lugar onde há música. A coceira pode servir de lembrete de um passeio que vive na lista do “um dia”: a praia a duas horas de casa aonde você nunca foi, a cidade natal de um amigo, a aula de dança que a timidez sempre adia. Nem toda saída precisa de passagem cara ou de férias longas. Uma caminhada por um bairro desconhecido, num domingo qualquer, já tira o pé do mesmo lugar.

Depende de como você viu

No fim do dia, ao tirar o sapato

Não é raro sentir o pé coçar justamente ao tirar o sapato fechado depois de um dia inteiro. É o momento em que a pele volta a respirar e a gente volta a reparar nos pés.

Na véspera de uma viagem

Se a viagem já está marcada, a coceira vira motivo de riso: o corpo parece mais ansioso do que você. A expectativa mexe com o sono, com o apetite e, para quem gosta de crenças, até com os pés.

Num dia de festa

Com música tocando, o pé que coça parece pedir pista. Na Boêmia, era exatamente isso que a coceira queria dizer, e nessa noite a crença não custa nada.

Por que acontece na natureza

A pele dos pés passa o dia fechada em sapatos e meias, com calor, suor e atrito, condições que favorecem a coceira. Mudanças de temperatura e o contato com tecidos e materiais diferentes também estão entre os motivos comuns dessa sensação.

O que dizem as crenças populares

Boêmia (atual Chéquia)

Na Boêmia, segundo um registro de 1903, quando o pé coçava era porque a pessoa ia dançar bastante.

Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. I (1903), vol. I, p. 300. Ver a página

Para refletir

Que passeio está na sua lista do “um dia” há mais tempo, e o que falta para ele sair do papel?