Coceira no nariz
Coceira no nariz, numa velha crença inglesa, avisava que um estranho vinha por aí. Na prática, ela tem o hábito curioso de aparecer quando não dá para coçar: na foto, no palco, com as mãos cheias de sacolas.
Esta página descreve apenas crenças populares. Se a sensação se repetir ou preocupar, procure um médico.
O que pode significar
Você está segurando um bebê, carregando as compras ou posando para a foto do casamento, e o nariz começa a coçar. Mal dá para pensar em outra coisa. Cinco minutos depois, com as mãos livres, a coceira sumiu sem que ninguém fizesse nada. Ela cresce justamente porque não pode ser resolvida agora, e perde força quando a atenção vai para outro lugar. Saber disso não faz o nariz parar de coçar, mas ajuda a atravessar a cena sem desespero. Na Inglaterra, Brand anotou que a coceira no nariz era lida como espera de um estranho, e o dramaturgo Dekker chegou a pôr a crença na boca de uma personagem que contava com convidados.
Depende de como você viu
Na hora da foto
Basta o fotógrafo pedir para ninguém se mexer que o nariz resolve reclamar. Pedir um segundo para coçar é mais simples do que sair com cara de esforço na foto da família.
Num lugar cheio de pó ou de perfume
Pó, perfume forte e ar seco irritam o nariz por dentro e por fora. Aqui a explicação está no ar da sala, não no futuro.
Com um espirro chegando
Em certos dias, a coceira é só a antessala de um espirro. Quando ele vem, alguém por perto diz “saúde”, e o assunto se encerra.
Por que acontece na natureza
O nariz tem muitas terminações nervosas sensíveis a pó, pólen, perfumes, ar seco e mudanças de temperatura, e a coceira é uma resposta comum a esses estímulos. Ela pode vir junto com a vontade de espirrar.
O que dizem as crenças populares
Inglaterra
Brand escreveu que tinha ouvido muitas vezes, na Inglaterra, a coceira no nariz interpretada como espera de um estranho, e citou uma peça de Dekker em que uma personagem prevê convidados porque está com coceira no nariz.
Fonte: John Brand; Henry Ellis, Observations on the Popular Antiquities of Great Britain, vol. III (1849), vol. III, p. 174. Ver a página
Para refletir
Quando um incômodo pequeno toma conta da sua atenção, o que tira você dele mais depressa?