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Dedo da aliança coçando

Dedo da aliança coçando tem, em muitos casos, causa simples, como sabão ou umidade presos debaixo do anel. Na tradição portuguesa, porém, já se dizia que temos um dedo que adivinha.

Esta página descreve apenas crenças populares. Se a sensação se repetir ou preocupar, procure um médico.

O que pode significar

Apoie a mão na mesa com o dedo médio dobrado por baixo e tente levantar só o anelar. Quase ninguém consegue, porque os tendões dele estão ligados aos dos dedos vizinhos. É o dedo menos independente da mão. Não deixa de ser curioso que justamente ele tenha sido escolhido para carregar o anel de compromisso. Quando esse dedo coça, a atenção vai para lá e para o que ele simboliza: uma relação, um vínculo, uma promessa. Talvez a coceira seja só sabão preso debaixo da aliança. Mesmo assim, ela pode puxar outra pergunta: com quem os seus passos andam tão ligados que um não se mexe sem o outro?

Depende de como você viu

Debaixo da aliança

Água, sabão, creme e suor ficam presos entre o anel e a pele, e o incômodo aparece muitas vezes depois de lavar a louça ou passar creme nas mãos. É ali, embaixo do metal, que o dedo mais chama atenção.

Sem anel nenhum

Quem não usa aliança também sente o dedo coçar, por pele seca, frio ou contato com algum material. Quem gosta de brincar com sinais pode ler a coceira como um vínculo ainda por vir.

Logo depois de tirar o anel

A pele que passou anos coberta pela aliança é mais clara e sensível ao ar, ao sol e à água. Nos primeiros dias sem o anel, por uma viagem, uma obra ou uma separação, é comum sentir o dedo diferente.

Por que acontece na natureza

A pele sob anéis fica abafada e acumula água, sabão e restos de creme, que irritam com o atrito. Pele ressecada e mudanças de temperatura também provocam coceira nos dedos com frequência.

O que dizem as crenças populares

Portugal

Ao comentar uma peça de Gil Vicente em que uma Moura leva o dedal e o anel para saber o que se faz pelo mundo, Leite de Vasconcellos anota que, em Portugal, ainda se dizia que temos um dedo que adivinha.

Fonte: J. Leite de Vasconcellos, Tradições populares de Portugal (1882), p. 99. Ver a página

Para refletir

Em quais relações você só se move junto com outra pessoa, e como se sente com isso?