Chuva de granizo
Chuva de granizo cai de nuvens de tempestade com correntes de ar muito fortes. Cada pedra cresce subindo e descendo dentro da nuvem, ganhando camadas de gelo, e por isso pode ser cortada como uma cebola.
O que pode significar
Uma pedra de granizo não nasce grande. Ela começa como um grão de gelo e é levada para cima pelas correntes de ar da nuvem, cai, é empurrada de novo, e a cada volta ganha uma camada nova. As pedras maiores são as que deram mais voltas. Partida ao meio, uma pedra grande mostra anéis, como os de uma árvore, contando a sua história de subidas e descidas. Pessoas também ganham camadas assim: cada recomeço, cada queda, cada novo empurrão deixa uma marca por dentro. Se o granizo caiu na sua rua, vale imaginar os anéis que você carregaria se pudesse ser partido ao meio, e quantas voltas cada um deles levou.
Depende de como você viu
Pedras pequenas pulando no quintal
O granizo miúdo, do tamanho de um grão de milho, pula no chão como pipoca e derrete em minutos. As crianças correm para juntar as pedrinhas na mão. É uma das poucas tempestades que deixam brinquedo para depois.
Pancadas nas telhas e na lataria
Pedras graúdas batem como martelo em telhas e capôs. Se der tempo, guarde o carro em lugar coberto e afaste-se das janelas. Depois, vale conferir as telhas quebradas antes da próxima chuva.
Granizo num dia muito quente
Parece contraditório, mas o granizo é mais comum justamente depois de tardes quentes e abafadas. O calor alimenta as correntes de ar que sobem dentro das nuvens de tempestade e mantêm o gelo lá em cima.
Por que acontece na natureza
O granizo se forma nas nuvens de tempestade, onde correntes de ar ascendentes muito fortes carregam gotas para regiões geladas. Os grãos de gelo sobem e descem várias vezes, acumulando camadas, até ficarem pesados demais e caírem. Quanto mais forte a corrente, maiores as pedras.
O que dizem as crenças populares
Bélgica
Na Bélgica, segundo Daniels e Stevans, os lavradores plantavam ramos de buxo nos campos no Domingo de Ramos, para protegê-los do granizo e da perda da colheita.
Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 885. Ver a página
Naini Tal (Índia)
Em Naini Tal, na Índia, conta a mesma enciclopédia que um jardineiro, ao ver a chuva de granizo chegando, pegou o cutelo da cozinha e golpeou o chão onde as pedras caíam, acreditando que o granizo teria medo de ser cortado e pararia.
Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 951. Ver a página
Miranda do Douro (Portugal)
Em Duas Igrejas, no município de Miranda do Douro, segundo Leite de Vasconcellos, tocavam-se os sinos para fazer fugir as nuvens carregadas de tempestade.
Fonte: J. Leite de Vasconcellos, Tradições populares de Portugal (1882), p. 291. Ver a página
Para refletir
Que camadas você carrega por dentro, e quantas voltas cada uma delas levou para se formar?