Bambu da sorte amarelando
Bambu da sorte amarelando é, na maioria das vezes, reação à água da torneira, ao sol direto ou ao excesso de adubo. O que importa é ver onde está o amarelo: nas folhas, há conserto; no caule, a haste geralmente já se foi.
O que pode significar
Quem cuida de um bambu da sorte aprende cedo uma distinção útil. Folha amarela nas pontas é aviso: troque a água, tire do sol, espere. Caule ficando amarelo a partir da base é outra história: aquela haste já não se recupera e precisa sair do vaso para não levar as outras junto. Tratar os dois casos do mesmo jeito é o erro mais comum. Na vida também há o que precisa de ajuste e o que precisa de corte, e muita energia se perde tentando salvar com água limpa uma haste que já secou por dentro. Se o seu bambu amarelou, olhe de perto antes de decidir. A planta ensina a separar o que ainda responde ao cuidado do que já merece despedida.
Depende de como você viu
Pontas das folhas amarelas
O cloro da água da torneira e o sol direto queimam primeiro as pontas. Trocar por água filtrada ou descansada e levar o vaso para perto de uma janela com luz indireta resolve em poucas semanas. As pontas secas podem ser aparadas com tesoura limpa.
Caule amarelo a partir da base
Quando a haste amolece e amarela a partir da base, em geral apodreceu na água parada. Separe-a logo das outras, lave o recipiente e as pedrinhas e troque a água. As hastes saudáveis continuam crescendo.
Amarelou depois de um presente ou de uma mudança
O bambu da sorte sente a troca de lugar, de luz e de água, e pode amarelar algumas folhas enquanto se ajusta. Antes de achar que a sorte foi embora, dê a ele algumas semanas na nova casa.
Por que acontece na natureza
O bambu da sorte não é um bambu: é a Dracaena sanderiana, planta de origem africana cultivada em água ou terra. Folhas amarelas vêm, em geral, do cloro da água, do sol direto, de pouca luz ou de excesso de adubo e sais; caules amarelos e moles indicam apodrecimento, comum quando a água fica dias sem troca.
O que dizem as crenças populares
Japão
No Japão, segundo Daniels e Stevans, punha-se bambu sobre a porta porque sua madeira nunca muda de cor, e por isso ele trazia sorte: era constante. A crença fala do bambu verdadeiro, não da dracena.
Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 768. Ver a página
Bengala (Índia)
Em Bengala, conforme a mesma enciclopédia, a floração do bambu anunciava fome.
Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 768. Ver a página
Para refletir
O que na sua vida ainda responde ao cuidado, e o que já pede para ser separado do resto?