Espada-de-são-jorge
A espada-de-são-jorge é uma das plantas mais comuns nas entradas das casas brasileiras, por tradição e por resistência. Quando floresce, o que é raro em vaso, solta cachos de flores claras que perfumam à noite.
O que pode significar
Ela fica anos parada no mesmo canto, sem pedir quase nada, e um dia solta uma haste cheia de florzinhas cremosas e perfuma a sala à noite. Quem convive com uma espada-de-são-jorge conhece bem a surpresa. Ela parece feita só de folhas firmes e paciência, e de repente mostra que guardava outra coisa. Há coisas e pessoas assim, que de tão constantes deixam de ser notadas.
Depende de como você viu
Florescendo dentro de casa
A haste sai do meio das folhas e abre florzinhas creme, um pouco pegajosas, que em muitas plantas perfumam depois do anoitecer. É raro em vaso e acontece mais em touceiras antigas. Vale deixar a haste até murchar e, depois, cortá-la rente.
Ao lado da porta de entrada
Além da tradição, há motivos práticos para ela estar ali: tolera sombra, vento e pouca água, e não exige poda. Quem recebe visitas na porta encontra nela um verde que continua bonito mesmo esquecido por semanas.
Com folhas moles ou caídas
Folha que amolece, escurece na base ou tomba quase sempre indica água demais, que apodrece o rizoma. Deixar a terra secar bem entre as regas e usar vaso com furo resolve na maioria dos casos.
Por que acontece na natureza
A espada-de-são-jorge (Dracaena trifasciata, antes chamada Sansevieria trifasciata) é originária da África Ocidental. Guarda água nas folhas e abre os poros à noite, o que economiza água. As flores vão do branco-esverdeado ao creme, são pegajosas e, em parte das plantas, perfumadas à noite; fora do ambiente natural, florescem pouco.
Para refletir
Quem na sua vida é constante e discreto a ponto de você esquecer que essa pessoa ainda pode surpreender?