Everyday Omens

Dente-de-leão

O dente-de-leão é tratado como erva daninha nos gramados e, ao mesmo tempo, colhido para salada e até para fazer vinho em outros lugares. A mesma planta passa de praga a ingrediente dependendo de onde nasce.

O que pode significar

Para quem cuida de um gramado impecável, o dente-de-leão é inimigo: brota em qualquer fresta, espalha sementes com o vento e volta todo ano. Para quem colhe as folhas novas para uma salada amarga, ou para a criança que sopra a bolinha branca, é presente. A planta é a mesma; o que muda é o lugar e o olhar de quem passa. A franqueza que incomoda numa reunião é valiosa numa amizade; a teimosia que atrapalha em casa segura um projeto difícil no trabalho.

Depende de como você viu

A bolinha de sementes, pronta para soprar

Cada floco branco é um fruto com o seu pequeno paraquedas, que o vento leva para longe. Soprar e ver tudo voar é uma das brincadeiras com plantas que mais atravessam gerações.

Fechado num dia úmido

Em dias úmidos, os paraquedas das sementes se fecham, e a bolinha parece murcha; com o tempo seco, abrem de novo. Na Inglaterra, Coles anotou que a penugem voando sem vento anunciava chuva.

Florindo numa rachadura da calçada

Uma flor amarela no meio do cimento parece desafio. É a planta fazendo o que sabe: aproveitar qualquer fresta com um pouco de terra e de luz.

Por que acontece na natureza

O dente-de-leão (Taraxacum officinale) é uma planta da família das margaridas, nativa da Eurásia e hoje naturalizada em vários continentes. O que parece uma flor é um conjunto de dezenas de florzinhas amarelas, e cada fruto leva um tufo sedoso, o papilho, que funciona como paraquedas e se fecha quando o ar está úmido. As folhas são consumidas em saladas.

O que dizem as crenças populares

Inglaterra

Na Inglaterra, Coles, citado por Brand, escreveu que, se a penugem do dente-de-leão, da unha-de-cavalo e dos cardos voava sem vento, era sinal de chuva.

Fonte: John Brand; Henry Ellis, Observations on the Popular Antiquities of Great Britain, vol. III (1849), vol. III, pp. 244-245. Ver a página

Para refletir

Que traço seu é tratado como erva daninha num lugar e seria flor em outro?