Orquídea florescendo
Orquídea florescendo de novo em casa é, muitas vezes, resposta a semanas mais frescas: na orquídea-borboleta, a mais vendida, o calor constante tende a segurar a haste floral.
O que pode significar
A orquídea que só dá folha há meses muitas vezes está confortável demais. Na orquídea-borboleta, a mais vendida no Brasil, a haste floral tende a nascer depois de algumas semanas de temperatura mais amena; o calor constante, dia e noite, mantém a orquídea produzindo folhas e raízes, sem flor. Por isso tantas floradas chegam quando o inverno vai embora, como se a planta respondesse ao frio que passou. Um pouco de mudança, sem exagero, tira a planta do modo de manutenção. Rotinas muito estáveis também mantêm tudo de pé sem fazer nascer nada de novo: o mesmo caminho, a mesma conversa, o mesmo fim de semana. Uma orquídea abrindo os botões na janela pode ser a deixa para perguntar o que anda confortável demais na sua semana.
Depende de como você viu
A orquídea que veio de presente
Orquídeas são presente comum em datas como o Dia das Mães, e muitas vão para o lixo quando as flores caem. Se as folhas e as raízes continuam verdes e firmes, a planta está viva e pode florir de novo no ano seguinte.
Uma haste nova saindo entre as folhas
No começo ela parece uma raiz, mas a ponta é achatada, como uma pequena luva, e cresce para cima. Leva algumas semanas até abrir os primeiros botões. Mexer na planta e levá-la para outro cômodo nesse período pode derrubar os botões.
Florindo agarrada a um tronco
Muitas orquídeas são epífitas: vivem sobre troncos, com raízes cobertas por uma camada esponjosa que absorve a umidade do ar. Elas não tiram alimento da árvore, só usam o apoio.
Por que acontece na natureza
A orquídea-borboleta (Phalaenopsis) lança a haste floral, geralmente, depois de algumas semanas com temperaturas em torno de 20 a 25 °C; calor constante acima disso tende a atrasar a florada. As flores podem durar semanas, às vezes meses. Luz forte, mas filtrada, e raízes que secam entre as regas completam o quadro.
O que dizem as crenças populares
São Vicente e Santa Lúcia (Antilhas)
Em São Vicente e Santa Lúcia, nas Antilhas, um fazendeiro contou que mal conseguia convencer os trabalhadores a tirar as orquídeas que cobriam uma sumaúma, porque a tinham por árvore dos espíritos, a “jumbi-tree”, e temiam a ira deles.
Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. III (1903), vol. III, p. 1217 (file v 3). Ver a página
Para refletir
Que pequena mudança na sua rotina poderia tirar você do modo de manutenção?