Everyday Omens

Pássaro preto (graúna) na janela

Um pássaro preto na janela, como a graúna, também chamada de pássaro-preto, procura alimento ou um poleiro alto para vigiar. Quando canta, surpreende: a voz é forte demais para uma ave do tamanho de um sabiá.

O que pode significar

Para o tamanho que tem, a graúna canta alto. Ela estica o corpo, estufa o peito, às vezes vibra as asas, e a voz forte e melodiosa enche o quintal como se viesse de uma ave bem maior. Ninguém avisou a ela que um pássaro de vinte e poucos centímetros, todo preto e sem nenhuma cor chamativa, deveria cantar baixinho. Muita gente se cala por bem menos: guarda a opinião na reunião por ser a pessoa mais nova da equipe, desiste de cantar no parabéns porque acha a própria voz fraca, espera ganhar tamanho antes de falar. A graúna pousada na sua janela serve para lembrar que a voz não precisa esperar o corpo crescer.

Depende de como você viu

Com o sol batendo nas penas

De longe, a graúna parece toda fosca. Quando pousa no parapeito com o sol de lado, as penas mostram um brilho lustroso que não aparece na sombra. Alguns segundos de calma, antes de espantá-la, bastam para ver.

Parece graúna, mas é chopim

O chopim também é preto e anda pelas mesmas áreas, mas é menor e tem o hábito de pôr ovos no ninho de outras aves. A graúna é maior e cria os próprios filhotes.

Em bando no pasto ou no gramado

Graúnas andam em grupo pelo chão, revirando a terra atrás de insetos e sementes, e fazem bastante barulho. Um bando pousando no gramado do prédio não é recado: é hora de comer.

Por que acontece na natureza

A graúna (Gnorimopsar chopi) pertence à família dos icterídeos e tem cerca de 25 centímetros, toda preta e de penas lustrosas. Vive em campos, pastos, cerrados e áreas abertas em grande parte do país, menos na Amazônia, e come insetos, frutos e sementes. Pousa em janelas e beirais atrás de alimento ou de um ponto alto para vigiar.

O que dizem as crenças populares

Bermudas

Nas Bermudas, segundo Daniels e Stevans, um pássaro preto dentro de casa era sinal de morte.

Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 587. Ver a página

Brescia (Itália)

Nos arredores de Brescia, na Itália, conforme a mesma enciclopédia, os dias 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro eram os dias do melro, por causa da lenda de que o melro europeu, antes branco, ficou preto ao se abrigar numa chaminé durante três dias de frio intenso.

Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 587. Ver a página

Para refletir

Em que conversa você fica em silêncio por achar que ainda não tem tamanho para falar?