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Guarda-roupa aberto

Guarda-roupa aberto incomoda bastante gente, e para alguns é mau agouro. Quando a porta se abre sozinha, a explicação mais comum é dobradiça desregulada, madeira inchada pela umidade ou móvel fora de nível.

O que pode significar

Uma porta de guarda-roupa aberta mostra o que a casa não leva para a sala: a roupa amassada, a caixa de papéis, o presente que nunca foi usado. Uma compilação de 1903 conta como teria nascido a expressão inglesa “há um esqueleto em todo armário”: uma mãe procurou uma pessoa sem tristeza nenhuma e foi parar na casa de uma senhora que parecia feliz. No armário, a senhora guardava o esqueleto de um amor perdido, e a mãe voltou para casa sabendo que ninguém está livre de sofrer. A história é antiga, e o engano que ela desfaz continua comum. Quem parece levar a vida sem peso, com a sala sempre em ordem, também pode ter um armário que só abre quando ninguém está olhando. Um guarda-roupa esquecido aberto ajuda a lembrar disso diante de quem parece não ter problema nenhum.

Depende de como você viu

A porta que se abre sozinha

Dobradiças frouxas, madeira inchada pela umidade ou um móvel apoiado em chão desnivelado fazem a porta se abrir devagar. Apertar os parafusos e calçar os pés do móvel quase sempre resolve.

Aberto diante da cama

Muita gente dorme mal com as portas abertas diante da cama: as roupas penduradas viram silhuetas no escuro. Fechar as portas antes de dormir deixa o quarto mais sossegado para os olhos.

Aberto num dia seco

Deixar as portas abertas faz passar poeira, luz e insetos como as traças, mas também ventila. Em casas úmidas, arejar o guarda-roupa por algumas horas num dia seco ajuda a evitar o mofo nas roupas.

Por que acontece na natureza

Portas de guarda-roupa se abrem sozinhas por dobradiças desreguladas, madeira que incha com a umidade ou móveis fora de nível. Mantê-las fechadas protege as roupas da poeira, da luz e de insetos, mas armários sempre fechados em lugares úmidos acumulam mofo.

O que dizem as crenças populares

Itália (história)

Uma compilação de 1903 conta, como origem da expressão inglesa “há um esqueleto em todo armário”, a história de uma mãe italiana que procurava uma mulher sem tristezas e encontrou uma senhora que guardava no armário o esqueleto de um amor perdido.

Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. I (1903), vol. I, pp. 139-140 (file v 1). Ver a página

Para refletir

Quem parece viver sem tristeza nenhuma, e como seria olhar para essa pessoa sabendo que ela também guarda algo?