Costumes e superstições
Hábitos do dia a dia e coisas que as pessoas fazem ou evitam: bater na madeira, passar debaixo da escada, brindar. 42 sinais.
- Abrir a geladeira à noiteA luz da geladeira na cozinha escura e a fome que nem sempre é fome
- Abrir a porta na despedida da visitaCertas portas só podem ser abertas por quem mora atrás delas
- Achar Santo Antônio no boloNa festa de junho, a fatia premiada vira assunto da mesa inteira
- Apontar para estrela dá verrugaSem poder apontar, só resta explicar onde ela está
- Árvore de Natal caindoQuando os enfeites pesam mais do que a base aguenta
- Assobiar à noiteNo silêncio, o som viaja mais longe, e o medo vai junto
- Bolsa no chãoCadeira, colo ou gancho: o lugar que você dá ao que carrega o dia inteiro
- Brindar com copo vazioO copo sobe, os olhares se cruzam, mas não há nada dentro
- Cantar na mesaNa Boêmia, o rapaz que cantava à mesa arranjaria esposa brava
- Casar em agostoNum registro pernambucano de 1908, agosto era mês aziago para noivos e mudanças
- Cílio caídoAlguém repara no seu rosto e oferece um pedido de presente
- Cobrir os espelhos quando alguém morreNa casa de luto, ninguém precisa se ver por um tempo
- Comemorar aniversário antes da dataA festa no sábado anterior e o receio de comemorar o que ainda não chegou
- Comer na panelaA ameaça mira longe: um casamento debaixo de chuva
- Comer o último pedaçoO pedaço que fica na travessa enquanto todos fingem não ter visto
- Cortar o cabelo na lua certaEm Pernambuco, a lua crescente fazia o cabelo crescer, e as pontas iam para a bananeira
- Dar carteira vazia de presenteUma moeda dentro do presente, para a carteira não começar vazia
- Dar lenço de presenteEm Portugal, quem ganhava pagava uma moeda para o lenço parecer comprado
- Dar perfume de presente ao namoradoEscolher o cheiro de alguém é um presente mais íntimo do que parece
- Dar relógio de presenteUm presente que vai envelhecer junto com quem o usa
- Dar sapato de presenteO receio de que o par novo leve a pessoa para longe
- Deixar a porta aberta à noiteNuma noite quente, a porta aberta deixa entrar a brisa e um bocado de visitas
- Elefante de costas para a portaEm vez de vigiar quem chega, o elefantinho fica olhando para quem mora ali
- Emprestar salO vizinho bate na porta pedindo um pouquinho de sal
- Guarda-roupa abertoAté a casa mais arrumada guarda alguma coisa atrás da porta do armário
- Jogar o dente no telhadoUm costume que transforma a primeira perda da infância numa troca
- Lavar roupa na Sexta-feira SantaUm dia em que o varal da rua inteira fica vazio
- Noivo ver a noiva antes do casamentoNo México, a visita surpresa do noivo no dia da festa era bom sinal
- Passar debaixo da escadaEm New Brunswick, as moças preferiram a lama até o tornozelo
- Passar por cima de criançaEm famílias gregas e indianas, quem passa por cima de alguém volta pelo mesmo caminho
- Pisar no pé de alguémQuem pisa quase nunca sente; quem é pisado sente tudo, na hora
- Plantar na lua certaEm San Salvador, tudo ia para a terra na lua crescente, e nada na minguante
- Roupa do avessoA etiqueta aparecendo na nuca desde o café da manhã
- Sentar na quina da mesaNo Porto, em 1882, quem sentava ali já ouvia que não ia casar
- Sexta-feira 13Um dia que já começa com fama de dar errado
- Tesoura abertaNo norte de Portugal, aberta em cruz, ela guardava o berço das crianças
- Tirar o lixo à noiteEm Bucareste, a avó avisava: à noite, junto com o saco, vai a sorte
- Três pulinhos para São LonguinhoUm trato pequeno com o santo, pago com três pulos no meio da sala
- Usar pérola no casamentoA gota de nácar que, para muitos, parece uma lágrima
- Vela de aniversário que não apagaNa hora mais solene da festa, a vela resolve fazer piada
- Vestir roupa de quem morreuO casaco ainda tem a forma do cotovelo de quem o usava
- Voltar para buscar algo esquecidoNa tradição russa, quem vai partir senta um instante antes de sair