Sexta-feira 13
A sexta-feira 13 junta dois receios antigos, o da sexta-feira e o do número treze, numa data marcada no calendário. Como chega avisada, ela muda o modo como reparamos em tudo o que acontece no dia.
O que pode significar
Poucos dias chegam com tanta antecedência quanto este. Semanas antes, alguém já comenta que a próxima sexta é 13, e o dia começa com uma expectativa pronta. Daí em diante, o ônibus atrasado, o café derramado e o sistema fora do ar entram numa conta especial, enquanto as mesmas coisas, numa quinta-feira qualquer, passariam sem nome. A data não muda o mundo; muda o que a gente separa para lembrar. Experimente atravessar uma sexta-feira 13 anotando também o que deu certo. A lista costuma surpreender, porque um dia esperado como ruim raramente é tão ruim quanto a fama que trouxe.
Depende de como você viu
Com uma data importante na agenda
Há quem evite assinar contrato, fazer mudança ou viajar nesse dia. Se a data pesa para alguém envolvido, talvez compense mudar de data, pela paz de todos. Se pesa só como hábito, vale perguntar se a escolha é sua ou da fama do dia.
No trabalho, com prazo vencendo
Num dia em que tudo parece conspirar, qualquer erro ganha cara de destino. Separar o que foi azar do que foi pressa ajuda a corrigir o que de fato depende de você, e a rir do resto na saída.
Noite de filme de terror
Desde 1980, “Sexta-Feira 13” também é nome de uma série de filmes de terror, e muita gente aproveita a data para maratonas com pipoca. O medo, aqui, vira programa de turma: assustar-se junto aproxima.
Por que acontece na natureza
Uma sexta-feira 13 acontece sempre que um mês começa num domingo. Por causa disso, todo ano tem pelo menos uma e no máximo três; as próximas caem em 13 de novembro de 2026 e 13 de agosto de 2027. A sensação de que dá mais azar vem da atenção: num dia já marcado, os contratempos se destacam e ficam gravados por mais tempo.
O que dizem as crenças populares
Portugal
Teófilo Braga registrou que, para os portugueses, não era bom rir numa sexta-feira, porque se chorava no domingo, e que também não se deviam dobrar linhas nesse dia.
Fonte: Teófilo Braga, O povo portuguez nos seus costumes, crenças e tradições, vol. II (1885), p. 55. Ver a página
Maia (Portugal)
Numa versão recolhida na Maia, o lobisomem só virava lobisomem nas noites de quarta e de sexta-feira, e era às quartas que mais andava.
Fonte: J. Leite de Vasconcellos, Tradições populares de Portugal (1882), p. 262. Ver a página
Para refletir
O que deu certo na última vez em que você esperava que o dia fosse dar errado?