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Encontrar borboleta morta

Encontrar uma borboleta morta no parapeito ou no jardim é comum: muitas espécies vivem só algumas semanas como adultas. As asas, porém, guardam as cores por muito tempo, e é isso que faz a cena pesar.

O que pode significar

Uma borboleta morta raramente parece estragada. Ela fica ali, com o desenho das asas intacto, como se pudesse levantar voo a qualquer momento. Essa permanência da beleza depois do fim confunde e comove. Numa paróquia da Irlanda e na China, as borboletas já foram ligadas às almas de quem partiu, e por isso muitos sentem um respeito instintivo ao encontrar uma.

Depende de como você viu

No parapeito da janela

Presas atrás do vidro, as borboletas gastam as forças tentando sair e acabam desidratadas. Deixar as janelas escancaradas durante o dia e soltar logo as que ficarem presas evita a maior parte desses encontros.

Só as asas no chão, sem o corpo

Asas soltas no jardim muitas vezes são sobra de um pássaro, de uma lagartixa ou de um louva-a-deus: o corpo é comido, as asas ficam. É a cadeia alimentar funcionando à luz do dia, logo abaixo das flores.

Inteira e perfeita no jardim

Às vezes ela simplesmente chegou ao fim da vida. Há quem guarde a borboleta numa caixinha, há quem a coloque num canteiro. Se for tocar, segure pelas bordas do corpo: o pó que fica nos dedos são escamas minúsculas, que dão cor às asas.

Por que acontece na natureza

Muitas borboletas vivem de poucos dias a algumas semanas na fase adulta, embora algumas espécies cheguem a meses. As cores das asas vêm de escamas microscópicas, com pigmentos ou estruturas que desviam a luz, e por isso continuam vivas mesmo depois da morte. Dentro de casa, elas morrem sobretudo de exaustão e desidratação.

O que dizem as crenças populares

Ballymoyer (Irlanda)

Na paróquia de Ballymoyer, na Irlanda, dizia-se que as borboletas eram as almas dos avôs.

Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 590. Ver a página

China

Entre os chineses, segundo o mesmo registro, dava azar apanhar borboletas, porque se acreditava que os espíritos dos mortos muitas vezes entravam nelas para rever a antiga casa.

Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 590. Ver a página

Para refletir

O que de alguém que já se foi continua inteiro em você, como as cores numa asa?