Everyday Omens

Joaninha pousando em você

Ter uma joaninha pousada na mão era sorte grande no norte da Europa: as moças deixavam o besourinho andar pelos dedos e diziam que ele tirava as medidas das luvas do casamento.

O que pode significar

Em várias partes do norte da Europa, quando uma moça do campo pegava uma joaninha, deixava que ela passeasse pela mão e dizia que o inseto estava medindo as luvas de noiva. Depois, observava para que lado ela voava, porque dali viria o namorado. É um jeito encantador de transformar um acaso em conversa sobre o próprio desejo. Ninguém precisa levar o jogo a sério para aproveitá-lo. Mas a brincadeira guarda uma boa ideia: por alguns segundos, um bicho de poucos milímetros obriga você a parar e a pensar no que espera da vida, sem pressa de responder.

Depende de como você viu

Andando pelas costas da mão

Era a cena das luvas de noiva: a joaninha percorria os dedos como quem mede, e a moça esperava o voo para ver o rumo. Hoje dá para repetir o gesto antigo só pelo prazer de olhar de perto as pintas e o brilho do casco.

Soltando um líquido amarelo

Quando se sente apertada, a joaninha libera gotinhas amarelas das juntas das patas. É um líquido de gosto ruim, que afasta predadores e pode manchar roupa clara. Não faz mal a quem toca; basta soltá-la com mais delicadeza e lavar a mão depois.

Pousada na roupa, num passeio

Joaninhas voam de planta em planta à procura de pulgões e às vezes usam uma pessoa como escala. Se ela não sair sozinha, ofereça uma folha encostada no tecido: em geral ela sobe e segue viagem.

Por que acontece na natureza

Joaninhas são pequenos besouros caçadores de pulgões. Quando se sentem ameaçadas, soltam pelas juntas das patas gotas de hemolinfa amarela, amarga e de cheiro forte, num comportamento chamado sangramento reflexo. O vermelho e o preto do casco reforçam o aviso a aves e lagartos.

O que dizem as crenças populares

Norte da Europa

No norte da Europa, segundo um registro de 1903, era sorte a joaninha pousar na mão. A moça que pegava uma deixava que andasse pela mão, dizendo que ela media as luvas de casamento, e olhava para que lado voava, porque dali viria o namorado.

Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 656. Ver a página

Boêmia (atual Chéquia)

Na Boêmia, as crianças que achavam uma joaninha a punham na mão e pediam que ela voasse para a janela de Deus.

Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. I (1903), vol. I, p. 38. Ver a página

Para refletir

Que pequena visita inesperada já melhorou o seu dia inteiro?