Borboleta pousando em você
Uma borboleta pousando em você em geral está atrás do sal do suor ou do doce de algum resto de fruta, e ela sente esse gosto pelas patas. Por alguns segundos, você vira uma flor.
O que pode significar
Quase tudo na natureza foge quando a gente se aproxima. Por isso uma borboleta que escolhe pousar no seu braço surpreende tanto: por um momento, a distância de sempre se desfaz sem esforço da sua parte. E o curioso é que qualquer movimento brusco encerra a cena. Ela fica enquanto você fica parado. Há aí um convite discreto para notar quantas coisas boas só chegam quando a gente para de correr atrás delas, de conferir o celular, de preencher o silêncio. Vale notar se a sua rotina ainda deixa espaço para esse tipo de quietude.
Depende de como você viu
No braço, num dia quente
Pele suada é um prato de sal para muitas borboletas, que precisam de minerais que o néctar quase não tem. Ela pode desenrolar a tromba e passear pela sua pele. Se não houver pressa, deixe que ela termine e vá embora no tempo dela.
Na cabeça ou no chapéu
Em Maryland, nos Estados Unidos, a borboleta que pousava na cabeça de alguém era recado vindo de longe. Chapéus e lenços de tons vivos, parecidos com flores, atraem mais pousos.
Parada por muito tempo, numa manhã fria
Borboletas dependem do calor de fora para aquecer os músculos do voo. Numa manhã fresca, a pele morna pode servir de aquecedor, e ela fica imóvel até ganhar temperatura. A demora não é apego: é ela recarregando para seguir viagem.
Por que acontece na natureza
Borboletas têm receptores de gosto nas patas, que usam para reconhecer plantas e alimentos. Ao pousar na pele, elas detectam o sal do suor, açúcares de bebidas e frutas e até resíduos de cremes. Roupas coloridas atraem pela semelhança com flores, e o calor do corpo ajuda quem precisa se aquecer antes de decolar.
O que dizem as crenças populares
Maryland (EUA)
Em Maryland, nos Estados Unidos, um registro de 1903 dizia que a borboleta que pousasse na cabeça de uma pessoa era aviso de notícias vindas de longe.
Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 590. Ver a página
Para refletir
Quando você esteve quieto o bastante para que algo se aproximasse sozinho?