Arco-íris duplo
Num arco-íris duplo, o arco de fora é mais fraco e tem as cores invertidas, com o vermelho por dentro. Entre os dois, o céu escurece numa faixa que leva o nome de um filósofo grego, Alexandre de Afrodísias.
O que pode significar
Quem para diante de um arco-íris duplo demora a perceber o detalhe mais estranho: o segundo arco repete as cores, mas de trás para frente. É a mesma luz, refletida duas vezes dentro das gotas, que chega aos olhos pelo caminho oposto. Voltar a um lugar ou a uma época da vida anos depois produz um efeito parecido. Na rua da escola da infância, os elementos são os mesmos, mas a ordem muda: o que antes vinha primeiro agora aparece por último. Rever não é repetir. É ver a mesma história do lado de fora, mais desbotada e, ao mesmo tempo, mais inteira.
Depende de como você viu
A faixa escura entre os arcos
O céu entre os dois arcos fica mais escuro do que o resto, porque dali quase nenhuma gota manda luz para os seus olhos. É esse contraste que faz os dois arcos parecerem tão vivos.
O segundo arco quase sumindo
Todo arco-íris tem, em princípio, um segundo arco, mas ele é sempre mais fraco e nem sempre dá para ver. Quando aparece, mesmo apagado, procure a ordem das cores: o vermelho fica do lado de dentro.
Na hora de fotografar
O arco duplo é largo demais para caber inteiro na tela do celular sem um modo panorâmico. Há quem desista da foto e prefira guardar só a lembrança de ter ficado olhando.
Por que acontece na natureza
O arco secundário se forma com duas reflexões da luz dentro das gotas, em vez de uma. Por isso aparece cerca de dez graus além do primário, mais fraco e com as cores em ordem inversa. A região escura entre os dois arcos chama-se banda de Alexandre, em referência a Alexandre de Afrodísias, que a descreveu.
Para refletir
Que lugar ou época você revisitou e encontrou com as cores na ordem trocada?