Céu vermelho ao entardecer
Céu vermelho ao entardecer é luz do sol atravessando muito ar perto do horizonte. Quando há fumaça de queimadas ou poeira no tempo seco, a cor fica ainda mais intensa, e a beleza passa a vir com um aviso junto.
O que pode significar
No tempo seco, em muitas regiões do Brasil, o céu do entardecer ganha vermelhos e laranjas de cartão-postal, e muita gente para o carro para fotografar. Meteorologistas explicam que parte dessa intensidade vem de partículas no ar: poeira do tempo seco e fumaça das queimadas. A cena é linda e, ao mesmo tempo, um recado sobre o ar que se está respirando. A disponibilidade de quem nunca diz “não” tem algo desse vermelho. Rende elogios e, muitas vezes, vem de um cansaço que ninguém mede. Admirar a cor e perguntar pela fumaça cabem no mesmo olhar.
Depende de como você viu
Depois de um dia de chuva
Com o ar lavado pela chuva, o pôr do sol costuma trazer tons mais limpos, rosas e laranjas claros. A diferença para o céu do tempo seco deixa ver quanto as partículas pesam na cor.
Refletido nas janelas dos prédios
Na cidade, o vermelho do poente acende as fachadas de vidro voltadas para o oeste. Por alguns minutos, até o trânsito parece mais bonito.
Avermelhado de manhã, não de tarde
Leite de Vasconcellos recolheu em Famalicão um dito sobre as “ruivas ao nascente”, o vermelho da manhã, que mandava desatrelar os bois e buscar abrigo. O vermelho da tarde e o da manhã nunca tiveram a mesma fama.
Por que acontece na natureza
Ao entardecer, a luz do sol percorre um trajeto longo pela atmosfera, e as cores azuladas são espalhadas pelo caminho, sobrando os tons vermelhos e laranjas. Fumaça, fuligem e poeira em suspensão, comuns no tempo seco e em períodos de queimadas, intensificam essas cores, como explicam meteorologistas.
O que dizem as crenças populares
Famalicão (Portugal)
Em Famalicão dizia-se: “Ruivas ao nascente, desapõe os bois e foge sempre”, isto é, diante do céu avermelhado da manhã, era hora de desatrelar os bois e buscar abrigo.
Fonte: J. Leite de Vasconcellos, Tradições populares de Portugal (1882), p. 16. Ver a página
Para refletir
Que qualidade elogiada em você custa mais do que as pessoas imaginam?