Hera subindo na parede de casa
Hera subindo na parede de casa é uma trepadeira se prendendo ao muro com raízes pequenas que nascem do caule. Ela protege a parede do sol forte, mas pode guardar umidade e entrar em frestas do reboco.
O que pode significar
Uma parede coberta de hera muda de cor com as estações e de humor com a luz. Quem mora atrás dela vê a casa ficar verde aos poucos, um ramo por vez, até a janela ganhar moldura de folhas. É uma das poucas mudanças em casa que acontecem sozinhas, e que só se percebem comparando fotos de anos diferentes. Em Ross-shire, na Escócia, moças apanhavam ramos de hera ainda molhados do orvalho de maio para ter sorte; hoje, a mesma folhagem é enfeite para o morador e preocupação para quem cuida do reboco. As raízes buscam qualquer fresta: o que é abraço num muro firme vira desgaste num reboco velho.
Depende de como você viu
Cobrindo uma parede inteira
Uma camada densa de folhas faz sombra no muro, reduz o calor que chega à parede e abriga passarinhos e insetos. Em casas antigas, convém observar se o reboco embaixo continua firme.
Entrando pelo telhado ou pela janela
Os ramos procuram frestas e podem levantar telhas, entupir calhas e entrar por janelas mal vedadas. Podar com regularidade mantém a planta longe dessas partes.
Unha-de-gato no muro
Muitas paredes verdes no Brasil não são de hera, e sim de unha-de-gato, uma figueira trepadeira de folhas miúdas que gruda com a mesma força. Os cuidados são parecidos.
Arrancando a hera da parede
As raízes deixam marcas e pedaços presos ao reboco, que saem com escova e paciência. Arrancar de uma vez pode levar junto pintura e argamassa velha.
Por que acontece na natureza
A hera (Hedera) é uma trepadeira que solta, ao longo do caule, pequenas raízes aéreas que se fixam em superfícies ásperas, como tijolo e reboco. Em paredes sólidas, causa poucos danos; em reboco solto ou com frestas, a umidade retida e as raízes podem agravar o desgaste.
O que dizem as crenças populares
Ross-shire (Escócia)
Em Ross-shire, na Escócia, segundo Daniels e Stevans, as moças colhiam raminhos de hera ainda com o orvalho de maio para ter boa sorte.
Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 807. Ver a página
Para refletir
Que mudança em você só fica visível quando compara uma foto antiga com uma de hoje?