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Parede verde em casa

Parede verde em casa desperta logo a dúvida: dá azar? Nas quadras populares de Pernambuco, o verde era a cor da esperança. Na prática, o verde muda bastante conforme a luz do cômodo.

O que pode significar

Quem escolhe uma cor de parede pela amostra da loja quase sempre leva um susto. O verde que parecia calmo sob a luz branca do balcão vira, em casa, um verde amarelado no fim da tarde ou quase cinza num quarto virado para o sul, que no Brasil recebe pouco sol. A cor depende da luz que bate nela, e a luz muda com a janela, a hora e a lâmpada. Por isso pintores experientes mandam testar um pedaço grande na parede e olhar em horários diferentes antes de decidir. Muitas escolhas da vida têm essa armadilha: o emprego que encantava na entrevista, a cidade que parecia perfeita nas férias. Ver a coisa na luz de um dia comum, e não só na vitrine, evita muito arrependimento.

Depende de como você viu

Verde-escuro na sala

Tons escuros absorvem muita luz e deixam o ambiente mais fechado, sobretudo em salas com pouca janela. Com luz quente e móveis de madeira, porém, criam um canto acolhedor para quem gosta de recolhimento.

Verde-claro no quarto

Verdes claros e acinzentados refletem mais luz e combinam com quartos pequenos. Sob lâmpadas frias, podem parecer mais azulados do que na lata.

Pintada em casa alugada

Muitos contratos de aluguel exigem que o imóvel seja devolvido na cor original. Antes de pintar uma parede de verde forte, confira o contrato ou combine com o proprietário.

Por que acontece na natureza

A cor que vemos numa parede depende da luz que a ilumina e da que ela reflete. Luz quente do fim da tarde ou de lâmpadas amareladas puxa o verde para o amarelo; luz fria e dias nublados o deixam mais acinzentado ou azulado. O olho humano também é especialmente sensível aos tons de verde-amarelado e percebe pequenas variações neles.

O que dizem as crenças populares

Pernambuco (Brasil)

Numa quadra popular recolhida em Pernambuco por Pereira da Costa, canta-se que “o verde diz que é esperança”, “o azul diz que é ciúme” e “o branco diz que é paz”.

Fonte: F. A. Pereira da Costa, Folk-lore pernambucano, em Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, t. LXX, parte II (1908), p. 625. Ver a página

Para refletir

Que escolha sua parecia ótima na vitrine e mudou de cor na luz de um dia comum?