Pisar em cocô de cachorro
Pisar em cocô de cachorro é um tropeço pequeno com efeito grande no humor. A cena ajuda a perceber como um único passo ruim apaga da memória os muitos passos limpos que vieram antes.
O que pode significar
Ninguém conta para os amigos que caminhou vinte minutos sem pisar em nada. Conta, rindo ou bufando, o dia em que pisou. A memória funciona assim: guarda com força o que deu errado e deixa escapar o que correu bem. É um mecanismo antigo, útil para saber de onde vem o perigo, mas injusto com o resto da manhã. O sapato sujo pode servir de pequeno exercício. Depois de limpar a sola, experimente listar três coisas que deram certo no mesmo dia. Elas existiram, só não fizeram tanto barulho quanto o passo em falso.
Depende de como você viu
Com tênis de sola cheia de ranhuras
Solas com desenho fundo guardam mais sujeira. Raspar o excesso com um graveto ou um palito, ainda na calçada, e depois lavar com água e sabão longe da pia da cozinha resolve sem espalhar o cheiro pela casa.
Logo antes de um compromisso
É a versão mais irritante. Uma calçada com grama ou um pano úmido ajudam a tirar o grosso; lenços umedecidos na bolsa salvam o resto. Contar o acontecido com humor desarma o constrangimento antes que ele cresça.
Descalço, no quintal ou na praia
Lave bem o pé com água e sabão o quanto antes. Recolher as fezes do próprio cachorro, no quintal e na rua, evita que a cena se repita com você e com o vizinho.
Por que acontece na natureza
O cheiro forte das fezes vem de compostos produzidos por bactérias do intestino, como o escatol e o indol, que grudam nas ranhuras da sola. Calçados com desenho fundo retêm mais resíduo. Fezes de cães podem conter ovos de parasitas, e por isso vale lavar bem as mãos e o calçado depois de limpar.
Para refletir
Que tropeço pequeno de hoje ficou maior na sua memória do que tudo o que deu certo?