Everyday Omens

Bebê rindo para o nada

Bebê rindo para o nada é comum: nas primeiras semanas, os sorrisos surgem sobretudo no sono, sem estímulo de fora, e depois o bebê passa a sorrir para luzes, contrastes e rostos que você nem notou.

O que pode significar

Os primeiros sorrisos de um bebê não são para ninguém. Nas primeiras semanas, eles aparecem sobretudo durante o sono, sem plateia e sem motivo visível, como se viessem de dentro. Só lá pela sexta ou oitava semana surge o sorriso social, dirigido a um rosto ou a uma voz conhecida. Antes de aprender a sorrir para os outros, o bebê sorri sozinho. Os adultos fazem o caminho inverso: com o tempo, quase todo sorriso passa a ter destinatário, na foto, na reunião, no elevador. O sorriso do bebê deixa ver um contentamento que dispensa aprovação e não espera resposta.

Depende de como você viu

Dormindo e sorrindo

Os sorrisos durante o sono são comuns desde os primeiros dias e acontecem principalmente na fase de sono mais leve, com movimentos dos olhos sob as pálpebras. Eles não dependem de nada externo, e por isso parecem surgir do nada.

De olho no ventilador ou na janela

Bebês pequenos enxergam pouco detalhe e se interessam por contraste: a hélice do ventilador, a borda clara da janela, a luminária, o desenho das folhas na parede. Um reflexo que se mexe pode render minutos de olhar fixo e sorrisos.

Rindo para alguém atrás de você

Muitas vezes o bebê está olhando para um rosto, um bicho ou um brinquedo que você não vê de onde está. Virar-se e conferir resolve boa parte dos mistérios e às vezes revela um irmão mais velho fazendo careta.

Por que acontece na natureza

Nas primeiras semanas de vida, os sorrisos espontâneos aparecem sobretudo no sono, sem estímulo externo. O sorriso social, em resposta a rostos e vozes, aparece por volta da sexta à oitava semana. Bebês pequenos também fixam o olhar em contrastes fortes de luz e escuro, que para os adultos passam despercebidos.

O que dizem as crenças populares

Pernambuco (Brasil)

Numa cantiga de ninar recolhida em Pernambuco por Pereira da Costa, canta-se: “Calai, meu menino, calai p’ra dormir, que os anjinhos do céu te venham acudir”.

Fonte: F. A. Pereira da Costa, Folk-lore pernambucano, em Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, t. LXX, parte II (1908), p. 533. Ver a página

Para refletir

Em que hora do seu dia você sorri sem plateia, só por estar bem?