Chama da vela alta e agitada
Por trás de uma chama de vela alta e agitada há, em geral, duas causas: pavio comprido demais, que puxa cera além da conta, e correntes de ar que ninguém sente. Na velha Inglaterra, o pavio e as faíscas da vela prometiam visitas e cartas.
O que pode significar
Pouca coisa em casa reage tanto ao ar quanto uma chama: ela se inclina, cresce e dança com movimentos de ar que a pele não percebe. Alguém passou no corredor, a geladeira ligou, uma janela se entreabriu no outro cômodo, e lá está ela, tremendo. A lição mais útil pode ser outra: muito da agitação que a gente sente vem de correntes que não vemos, como o clima de casa, uma preocupação de fundo, o cansaço acumulado. Se a sua vela não para quieta, vale procurar a corrente antes de culpar a chama.
Depende de como você viu
Chama alta e com fumaça escura
Pavio comprido, sem aparar, forma uma bolinha de carvão na ponta e alimenta uma chama alta e fumacenta, que suja paredes e copos. Apagar, esperar esfriar e cortar o pavio para cerca de meio centímetro resolve. Na velha Inglaterra, essa bolinha prometia visita.
Dançando sem vento aparente
A própria chama aquece o ar, que sobe e puxa ar frio por baixo, num movimento contínuo. Qualquer corrente pequena, de ventilador, ar-condicionado ou pessoas passando, desequilibra esse fluxo e a chama oscila. Uma vela dentro de um copo de vidro fica bem mais estável.
Estalando e soltando faíscas
Gotas de umidade, restos de corante ou impurezas no pavio podem estalar e soltar pequenas faíscas. Na Inglaterra, segundo Grose, a faísca avisava de uma carta para quem estivesse de frente para a vela. Por segurança, afaste papéis e tecidos.
Por que acontece na natureza
A altura da chama depende do pavio: quanto mais comprido, mais cera ele puxa e maior fica a chama, que passa a queimar mal e a soltar fuligem. O calor da chama cria uma corrente de ar subindo à sua volta, e qualquer ventinho no cômodo perturba esse fluxo, fazendo a chama tremer, crescer ou se inclinar.
O que dizem as crenças populares
Inglaterra
Na Inglaterra, segundo Grose, citado por Brand, a espécie de cogumelo que se forma no pavio anunciava a visita de um estranho vindo da parte da região mais próxima dela; outros diziam que era um pacote a caminho.
Fonte: John Brand; Henry Ellis, Observations on the Popular Antiquities of Great Britain, vol. III (1849), vol. III, p. 181. Ver a página
Inglaterra
O mesmo Grose registrou que uma faísca saltando da vela indicava que a pessoa sentada à frente dela receberia em breve uma carta.
Fonte: John Brand; Henry Ellis, Observations on the Popular Antiquities of Great Britain, vol. III (1849), vol. III, p. 181. Ver a página
Para refletir
Que mudança pequena no ambiente da sua casa altera o seu humor mais do que deveria?