Olho tremendo
Olho tremendo é uma pequena contração involuntária da pálpebra, que se sente bem mais do que se vê. Na China, conta uma enciclopédia de 1903, esse tremor era tido como mau presságio; entre indígenas norte-americanos, aviso de choro.
Esta página descreve apenas crenças populares. Se a sensação se repetir ou preocupar, procure um médico.
O que pode significar
A pálpebra pula sozinha, várias vezes, enquanto você tenta ler ou conversar. Ninguém de fora repara, mas por dentro parece um pequeno alvoroço. É uma das poucas vezes em que o corpo avisa, sem drama, que não está inteiramente sob comando. Respirar, piscar, sentir sono, tremer de frio: muita coisa acontece por conta própria, e a gente só percebe quando foge do padrão. Para quem gosta de controlar a agenda, a casa e as conversas, esse tremor teimoso pode virar um exercício de convivência com o que não obedece. Na China e entre povos indígenas da América do Norte, ele foi lido como presságio. Mais útil talvez seja observar quanto incômodo vem do tremor e quanto vem de não conseguir mandar nele.
Depende de como você viu
Olho direito
Brand reuniu leituras inglesas sobre o olho direito, mas falando de coceira, e não de tremor: para Grose, olho direito coçando era choro em breve; para Nathaniel Home, risada alegre. Duas fontes da mesma terra, duas respostas opostas.
Olho esquerdo
Grose, citado por Brand, invertia a regra no lado esquerdo: ali, a coceira era riso à vista. O tremor em si quase não aparece nessas listas inglesas antigas, que falavam de olhos que coçam.
Num dia de tela demais
É em dias de cansaço, de muitas horas diante do computador ou de pouco sono, que muitas pessoas percebem a pálpebra tremendo. Reparar quando o tremor aparece ajuda a conhecer o próprio ritmo.
Por que acontece na natureza
O tremor na pálpebra é uma contração involuntária e repetida de um pequeno músculo, mais comum na pálpebra de baixo. Pode acontecer com qualquer pessoa e durar de alguns segundos a vários dias, indo e voltando.
O que dizem as crenças populares
China
Os chineses, segundo um registro de 1903, consideravam o movimento involuntário da pálpebra um agouro de azar.
Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. I (1903), vol. I, p. 264. Ver a página
Indígenas da América do Norte
Indígenas da América do Norte, segundo a mesma enciclopédia, acreditavam que, quando o olho tremia sozinho, a pessoa ia chorar.
Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. I (1903), vol. I, p. 338. Ver a página
Inglaterra
Grose, citado por Brand, registrou na Inglaterra que o olho direito coçando anunciava choro em breve, e o esquerdo, riso.
Fonte: John Brand; Henry Ellis, Observations on the Popular Antiquities of Great Britain, vol. III (1849), vol. III, p. 174. Ver a página
Para refletir
O que no seu dia acontece sem pedir a sua permissão, e como você convive com isso?