Aleluias (cupins de asa) em casa
Aleluias em casa são cupins alados que saem da colônia para formar novos ninhos, em geral numa noite quente depois da chuva. Atraídas pela luz, perdem as asas no chão e, se acharem madeira úmida, podem começar ali outra colônia.
O que pode significar
O voo das aleluias dura uma noite, às vezes menos de uma hora. Antes disso, porém, houve anos de colônia crescendo escondida, até ficar madura o bastante para soltar os seus futuros reis e rainhas. O que aparece num único fim de tarde foi preparado por muito tempo, longe de qualquer olhar. Há decisões assim: parecem repentinas para quem vê de fora e vinham amadurecendo havia anos. Quem só enxerga o voo acha que foi de uma hora para outra. Quem conhece a colônia sabe que foi tudo, menos isso. Na próxima vez em que alguém mudar de rumo de repente, vale perguntar há quanto tempo essa mudança vinha sendo preparada.
Depende de como você viu
Na varanda iluminada, depois da chuva
Elas são atraídas pela claridade. Desligar as luzes perto das janelas e fechar portas por uma ou duas horas basta; o voo termina logo, e a maioria morre ainda naquela noite.
Asas soltas espalhadas pelo chão
Depois de pousar, as aleluias soltam as asas e saem andando em duplas, um atrás do outro, macho e fêmea, à procura de um lugar para fundar a colônia. Varrer as asas e os insetos para fora resolve a bagunça da manhã seguinte.
Saindo de um rodapé ou de um batente
Se elas surgem de dentro da madeira da casa, há uma colônia instalada ali. Nesse caso, vale examinar móveis, portas e forros e chamar um profissional antes que o estrago aumente.
Por que acontece na natureza
Aleluias, também chamadas de siriris ou cupins de asa, são machos e fêmeas reprodutores que deixam a colônia madura em voos de dispersão, em geral no começo da estação chuvosa. Depois do voo, perdem as asas, formam casais e procuram um lugar para fundar uma nova colônia. Poucas sobrevivem às primeiras horas, entre predadores e ressecamento.
O que dizem as crenças populares
Pernambuco (Brasil)
Entre os ditos de Pernambuco que Pereira da Costa reuniu está: “A formiga, quando quer se perder, cria asas.”
Fonte: F. A. Pereira da Costa, Folk-lore pernambucano, em Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, t. LXX, parte II (1908), p. 61. Ver a página
Para refletir
O que você vem preparando há tanto tempo que, quando aparecer, vai parecer repentino para os outros?