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Ver duas borboletas juntas

Ver duas borboletas juntas, girando uma em volta da outra, pode ser corte entre macho e fêmea ou disputa entre dois machos por um pedaço de território. De longe, as duas danças são quase iguais.

O que pode significar

Duas borboletas subindo em espiral, uma em volta da outra, parecem o retrato de um casal. Às vezes são mesmo: um macho cortejando uma fêmea, que pode aceitar ou ir embora. Em muitas espécies, porém, a dança é uma disputa. Dois machos sobem girando para decidir quem fica com um trecho ensolarado de território, e o perdedor se afasta. Visto do chão, briga e namoro têm o mesmo desenho. Relações humanas também enganam o observador: o casal que parece perfeito nas fotos, o que parece brigar o tempo todo e se entende muito bem. Cada pessoa projeta na cena o que deseja ver. Ver duas borboletas juntas deixa uma advertência simples: de fora, só se enxerga a coreografia.

Depende de como você viu

Duas brancas voando coladas

Em borboletas brancas, como as da couve, o macho persegue a fêmea de perto num voo de corte. Se ela já acasalou, pousa e ergue a ponta do abdome, um gesto de recusa que o macho entende.

Subindo em espiral até sumir

Voos em espiral para cima são típicos de machos disputando território. Eles sobem juntos, às vezes vários metros, e um deles desce de volta ao poleiro ensolarado que defende.

Paradas, unidas pela ponta do corpo

Quando ficam juntas e imóveis, viradas em direções opostas, é acasalamento. Podem passar horas assim e até voar unidas, uma carregando a outra.

Por que acontece na natureza

Duas borboletas voando juntas geralmente estão em corte, quando o macho segue a fêmea, ou em disputa, quando dois machos defendem o mesmo território. As espécies se reconhecem por padrões das asas, alguns visíveis só em ultravioleta, e por cheiros, e muitas usam clareiras e topos de morro como pontos de encontro.

O que dizem as crenças populares

Inglaterra

Na Inglaterra, conforme Daniels e Stevans, ver três borboletas juntas era presságio de morte ou de grande desgraça.

Fonte: Cora Linn Daniels; C. M. Stevans, Encyclopaedia of Superstitions, Folklore, and the Occult Sciences of the World, vol. II (1903), vol. II, p. 590. Ver a página

Para refletir

Que relação sua parece uma coisa vista de fora e é outra vista de dentro?